O Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil (MMC) lançou hoje(8), em Brasília, a Campanha Nacional pela Produção de Alimentos Saudáveis, uma iniciativa que tem por objetivo estimular a agricultura ecológica, apresentando um contraponto ao agronegócio.
Ao lançamento estiveram presentes representantes de parlamentares – senadoras Fátima Cleide e Ideli Salvatti e deputados federais Dr. Rosinha, Adão Preto e Maria do Rosário – e entidades envolvidas com a agricultura familiar.
Para a senadora Fátima Cleide, que não pôde marcar presença por estar na Comissão de Direitos Humanos em debate com a ministra Marina Silva(Meio Ambiente), a Campanha apresenta um significado muito além dos resultados positivos que a produção de alimentos saudáveis oferecem à saúde humana.
”No momento em que a ciência apresenta resultados da interferência humana preocupantes no meio ambiente, esta Campanha apresenta uma dimensão de ordem ambiental muito importante, uma vez que a produção de alimentos saudáveis elimina agressões ao ambiente. É o cuidado com a vida, com a natureza, para revertermos um quadro já bastante grave de degradação”, opina a senadora.
As metas da campanha, que pretende-se permanente, são, além da produção de alimentos saudáveis e diversificados, buscar recursos públicos em todas as esferas de governo para a produção ecológica de alimentos; potencializar as redes solidárias de trabalho e consumo; construir novas relações humanas com a natureza; reforma agrária e políticas para o campo; promover a saúde e qualidade de vida da população; assistência técnica adequada à agricultura camponesa; preservação da natureza e recuperação da biodiversidade e a ciência e tecnologia a serviço dos povos e pela preservação da vida.
MMC
Com existência superior a duas décadas, o Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil nasceu da organização de base e de reivindicações pelo reconhecimento profissional da trabalhadora rural. Foi por meio da luta do movimento que as trabalhadoras rurais, ao se aposentarem, tiveram direito a um salário mínimo. Antes, recebiam meio mínimo e mesmo assim se não tivessem marido. O MMC está organizado em 19 Estados do Brasil, e o movimento soma muitas identidades, todas representadas no lançamento da campanha – mulheres índias, arrendatárias, diaristas, bóias-frias, ribeirinhas, posseiras, extrativistas, quebradeiras de coco e pescadoras.
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