quinta-feira, 8 de março de 2007

Mulheres camponesas lançam campanha

O Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil (MMC) lançou hoje(8), em Brasília, a Campanha Nacional pela Produção de Alimentos Saudáveis, uma iniciativa que tem por objetivo estimular a agricultura ecológica, apresentando um contraponto ao agronegócio.

Ao lançamento estiveram presentes representantes de parlamentares – senadoras Fátima Cleide e Ideli Salvatti e deputados federais Dr. Rosinha, Adão Preto e Maria do Rosário – e entidades envolvidas com a agricultura familiar.

Para a senadora Fátima Cleide, que não pôde marcar presença por estar na Comissão de Direitos Humanos em debate com a ministra Marina Silva(Meio Ambiente), a Campanha apresenta um significado muito além dos resultados positivos que a produção de alimentos saudáveis oferecem à saúde humana.

”No momento em que a ciência apresenta resultados da interferência humana preocupantes no meio ambiente, esta Campanha apresenta uma dimensão de ordem ambiental muito importante, uma vez que a produção de alimentos saudáveis elimina agressões ao ambiente. É o cuidado com a vida, com a natureza, para revertermos um quadro já bastante grave de degradação”, opina a senadora.

As metas da campanha, que pretende-se permanente, são, além da produção de alimentos saudáveis e diversificados, buscar recursos públicos em todas as esferas de governo para a produção ecológica de alimentos; potencializar as redes solidárias de trabalho e consumo; construir novas relações humanas com a natureza; reforma agrária e políticas para o campo; promover a saúde e qualidade de vida da população; assistência técnica adequada à agricultura camponesa; preservação da natureza e recuperação da biodiversidade e a ciência e tecnologia a serviço dos povos e pela preservação da vida.

MMC
Com existência superior a duas décadas, o Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil nasceu da organização de base e de reivindicações pelo reconhecimento profissional da trabalhadora rural. Foi por meio da luta do movimento que as trabalhadoras rurais, ao se aposentarem, tiveram direito a um salário mínimo. Antes, recebiam meio mínimo e mesmo assim se não tivessem marido. O MMC está organizado em 19 Estados do Brasil, e o movimento soma muitas identidades, todas representadas no lançamento da campanha – mulheres índias, arrendatárias, diaristas, bóias-frias, ribeirinhas, posseiras, extrativistas, quebradeiras de coco e pescadoras.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Conselho Nacional de Educação se reúne pela primeira vez em território indígena

06/03/2007 18h13
Representantes de mais de 50 comunidades indígenas de todo o país estarão reunidos nos dias 25, 26 e 27 de março com o Conselho Nacional de Educação (CNE). O encontro será no município de São Gabriel da Cachoeira, região do Alto Rio Negro, noroeste do Amazonas. É a primeira vez que o conselho se reúne em território indígena. “É um marco histórico para a questão escolar dos nativos”, garante Gersen Baniwa, representante dos índios no CNE e militante do movimento há 20 anos.
De acordo com Baniwa, a iniciativa coroa um momento de institucionalização da temática indígena e de valorização de segmentos da sociedade brasileira que foram historicamente excluídos, como índios e quilombolas. “Houve uma duplicação do número de estudantes indígenas em todos os níveis de escolaridade nos últimos quatro anos. Esse avanço nos levou a perceber os desafios”, disse Baniwa. A importância do evento é, segundo ele, encarar esses desafios, levantar propostas e ouvir os representantes das comunidades.
A trajetória do militante, doutorando em antropologia da Universidade de Brasília (UnB), é um exemplo da importância de se garantir a educação para os índios. “Depois que terminei o mestrado, percebo que tenho os mesmos instrumentos ideológicos, as mesmas ferramentas teóricas para discutir com qualquer autoridade branca”, relata.
Professores — O crescimento do número de professores indígenas em turmas de licenciatura específica, que passaram de 380 em 2004 para 880 em 2006 demonstra uma preocupação crescente dos próprios índios quanto a sua escolarização. “Muitos acreditam que a educação seja a salvação das comunidades. Todos querem estudar”, conta Baniwa. O Censo Escolar de 2005 registra a existência de 2.324 escolas indígenas, que atendem a 164 mil estudantes indígenas.
Dados do IBGE levantados em 2001 demonstram que existem 700 mil índios no Brasil atualmente. Em 1500, quando da chegada dos colonizadores portugueses, estima-se que existiam em torno de cinco milhões. A educação é um instrumento importante no resgate da cultura e da auto-estima dessas comunidades. “Não há como recuperar o que foi perdido. O resgate possível é a valorização da diversidade cultural brasileira e a criação de uma sociedade plural”, explica Baniwa.

Ana Guimarães Rosa (fonte: www.mec.gov.br)

terça-feira, 6 de março de 2007

Escolas do ensino fundamental receberão mais de sete milhões de livros

Lotados de livros de literatura para abastecer as bibliotecas das escolas públicas de ensino fundamental, caminhões da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) começaram, esta semana, a deixar Brasília com destino a todas as regiões do País. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) vai distribuir este ano 7.233.073 exemplares, reunidos em três diferentes acervos que serão utilizados em 46.700 escolas públicas de 5ª a 8ª série (6º a 9º ano).
Os 13,5 milhões de estudantes de 5ª a 8ª série poderão ter acesso a histórias do universo literário, seja em poesia, conto, crônica, teatro, tradição popular, romance, biografia, memória, diário, obras em quadrinhos e imagens.
"Nossa previsão é de que até o mês de abril todas as escolas tenham recebido os três acervos, com 75 obras cada", diz Sonia Schwartz Coelho, coordenadora de Produção e Distribuição do Livro do FNDE.
O acervo A será o primeiro a chegar às escolas. Nele estão obras como O Auto da Compadecida, O Jovem JK, A Fantástica Fábrica de Chocolate, As Mil e Uma Noites e Feliz Ano Velho.
O acervo B será distribuído em seguida e, entre as 75 obras do pacote, constam Moby Dick, O Quinze, Dom Quixote em Quadrinhos, Alexandre e Outros Heróis e A Crônica de Nárnia. O acervo C será o último a chegar às escolas. Nele, o aluno poderá ter contato com As Mais Belas Lendas da Mitologia, se inspirar com os Cem Anos de Soneto ou com os Melhores Poemas de Mário Quintana, descobrir O Jovem Lennon, Uma Mulher Vestida de Sol e O Mundo é uma Bola: crônicas, futebol & humor e, ainda, se encantar com a história O Flautista Misterioso e os Ratos de Hamelin.
Os acervos serão distribuídos de acordo com o tamanho da escola: instituições com até 150 estudantes receberão um acervo; escolas com 151 a 300 alunos receberão dois acervos; e escolas com mais de 300 matriculados, três acervos.
Lucy Cardoso

Congresso discute a MP do FUNDEB

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados está promovendo nos dia 6, 7 e 8 de março uma série de debates sobre a Medida Provisória nº 339/06, que trata da instituição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB.

Os debates com os Parlamentares serão realizados sempre às 13h, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados.